sábado, 27 de novembro de 2010

Seria mais fácil se eu postasse mentiras.A mentira sempre é mais fácil.Imagine como seria mais fácil ler coisas com algum tipo de coesão e metodismo, por exemplo um livro de romance procrastinador, onde independente das situações embaraçosas, do sobrenatural, dos vilões, armas, dentes e todo tipo de material ou força usado contra alguém, no final todos são felizes e se tornam do bem.Por isso que a verdade é algo complexo.Escrever coisas que realmente acontecem não é honroso nem nobre.Nota como é difícil ler coisas verdadeiras por aí, é quase uma missão impossível. Ao acordar há mentira  no " bom dia", ao levantar-se e se dirigir à algum lugar onde se é questionado em que pés anda a vida, há mentira quando a resposta é:Bem , (e depois sucede a falsidade,que nada mais é do que a mentira), E voce?.Fazermos uma corrente onde não é falta de educação, e é possível falar a verdade." Não não, não está nada bem . . e eu realmente não quero saber como anda isso que você chama de vida"Aí sim.Seriamos considerados pessoas totalmente verdadeiras, Mal educadas, Inutilizando da educação.Pena é a gente ser civilizado. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Com ideias atravessadas nós seguimos, com medo das situações andamos imprecisos em ruas desconhecidas.Sem qualquer tipo de motivação, se é que motivação é algo existente, somos levados a lugares onde temos que mentir e sermos tudo aquilo que não somos. Olhar alguém que já é agravurado como especial e afetuoso de uma forma diferente.Pensar em possíbilidades inexistentes.Odiar situações controvérsias.Não acreditar nem um pouco na intervenção divina.Errado? Não sei.O que é certo, e o que é errado.O que ultrapassa o nível do conveniente e massante?Muita informação pra pouca memória.Odiar sem ser odiado. Ter uma alto-compaixão incrívelmente absurda.Fazer uma faculdade de filosofia.Esquecer projetos. Errado? Não Sei. Gastar 2,50 em um jornal, pagar 7,99 em uma caixa de bomboms. Errado? Não Sei. Ser incoerente nas coisas do dia-a-dia, Ser incoerente ao torcer por algo ou por alguém. Errado? É claro que eu não sei.

sábado, 13 de novembro de 2010

Vista Cançada - Otto Lara Resende

Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

80's

O amor é uma doença, o existir é uma doença, o resistir é uma doença.Não faço a mínima ideia de sobre o que eu estou escrevendo, já aviso.No dia 7 de Julho de 2007 me tornei doente, me tornei doente segundo platão.A doença de platão.Esse será o nome que irá substituir aquela segunda palavra acima.Na doença de platão só existem dois extremos, não existem meios termos.Ou você se torna um babaca, sonhador, bem resolvido e realizado ou você se torna um incoerente, nervoso, chato, mal resolvido e não realizado.Claro que a minha estranhesa me levou a pender pro extremo 80, ou como quiserem chamá-lo,a face negativa da doença.A maioria das pessoas "80", são pessoas muito fortes, muito dispostas, muito cheia de sonhos.E com o passar do tempo, essas características não são mais pertencentes a essa pessoa, a mente dessa pessoa porque não são mais de tanto valor, e nem mais tão dignas de atenção e reflexão.A prioridade se tornou um ser totalmente alheio e distante da vida do que sente, o jeito de falar, o jeito de andar, o jeito de escrever, o jeito de fechar os olhos, o jeito de sorrir, o jeito de chorar, o jeito de respirar, tudo isso agora passou a ser a maior e única prioridade na vida do 80, os 80's não são normais, os 80's gostam do masoquismo, gostam da sofreguidão, os 80's gostam de ser tachados como fortes por não demostrarem dor nem lamento pelo ser prioritário.Se você está confuso meu caro, você deve ser um 8, os 8's são mais felizes, os 8's nesse mundinho incabível são extremamente melhores do que os 80's.Mais confuso ainda?. Me desculpe, eu não me contenho.Isso me torna mais 80.