sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

História dos Outros

Pode me chamar de pessoa fraca por nunca ter sido alguém intrépido em entender os outros.
Tudo está muito codificado. Como um Morse eterno.
Eu não prefiro nada.
Usem o bom senso e cheguem a essa conclusão vocês mesmos.
Ou não.
Se vocês quiserem esquecer o bom senso,continuem me imaginando com vontade de entendê-los.
A vida vai dando um nó nas situações, como um cadarço mal amarrado e espremido várias vezes.
Como os fones de ouvido que seu bolso embaraça. Você não sabe como.
Por mais que você vigie e ameace as situações, elas continuam sendo mais audaciosas.
Vejo nessa rua os suicidas do prédio, as criança leucemicas, os idosos tatuados e as luzes de Natal.
De novo. Se repetindo cinco, seis vezes.Meus olhos ardem.
Todos tem sua carga de desocupações e simplesmente não se importam.Talvez porque não devessem se importar.
Talvez porque sejam apenas adultos, crianças e velhos.
Talvez já tenham visto os olhos coloridos da morte. Talvez.
Todas essas coisas está na história dos outros, e não na minha.
E quer saber do mais, não se tem mais o que saber.