Hoje em dia eu tomo dois remédios de uma vez.
Sem receios.
Antes, eu tinha medo de morrer. Morrer sabe.
Perder os sentidos, desmaiar e virar mais um nome que vai sair no obituário.
É como uma torneira.
Você fecha. Ela continua pingando. Você aperta. Continua pingando. Você espreme mais um pouco. Ela espana.
Espana.
A agonia de se viver dependente de certas reações humanas, atinge o limite,e espana,te livrando da preocupação,e te enchendo dela, ao mesmo tempo.
É insuportavelmente suportável.
Você que toca violão, sabe disso.
Dói a ponta dos dedos. Parece que eles vão cair, mais o som, Ah, o som dos acordes, é esplêndido.
Meio assim sem cabimento tudo isso. Mas, quem é que sabe o porvir de um louco com razão?