terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Detrito

Essa coisa forte caindo do céu. Só pode ser chuva.
Eles dizem que resolve dormir no intervalo de uma dor e outra.
Tem coisas que sobem pra cabeça. Não suas hemácias ou glóbulos brancos misturados no plasma do seu sangue O positivo. Coisas, tipo pensamentos. Pensamentos, tipo pessoas.
Eles dizem que existe mediação pra dores que sangram pro nada.
Ninguém consegue se concentrar no congestionamento dessas coisas que sobem para a cabeça.
Quando você assimila uma rua molhada com a sua instabilidade, é o que eles chamam de pobreza que enriquece o enredo.
Essa mistura de rocha no céu. Deve ser a lua.
Deve ser alguém sonhando com alguma coisa que vai dar errado. A Lua é uma estrela morta, entenda.
A Lua foi o plano mais sublime de um emaranhado de luz que fracassou.
Mesmo assim, as pessoas ainda olham para ela.
Nós somos exatamente o que deveríamos ser.
A chuva molhando a minha instabilidade é o estado sólido da água que deu errado.
Você corre pro certo achando que o certo é o certo a se fazer, mesmo sem saber que o certo é só uma coisa esperando para dar errado.
As coisas estão e sempre estiveram no lugar que deveriam estar.
Você é um erro perfeito.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Azar dos fatos

Tenho um vizinho que é mais insone do que eu.
Ele esbraveja a madrugada inteira. Mais alto do que os gatos briguentos. Mais forte do que os vãos entre um poste e outro.
Ele levanta, sai na varanda com visão privilegiada da minha janela, e simplesmente, grita. Ele grita pro céu, pras árvores.
Esse meu vizinho sobe no palco do manto solene do céu noturno e exerce seu ofício.
Ele comprime todo o protocolo e faz o que ninguém tem coragem de fazer.
Ninguém sabe quem ele é. Ninguém que tome isotônico, ande com cachorro e compre pão as oito da manhã sabe. A noite, talvez.
A noite conhece todo mundo que é capaz de rasgá-la. Afinal, a noite foi feita pra dormir, e alguém que não dorme...bem...todo mundo dorme, eles dizem.
Dizem que você dorme. Eles dizem que noventa e seis porcento das pessoas dormem.
Eles dizem pra você ficar tranquilo e dormir, afinal, é claro que você faz parte desse cálculo.
Esse meu vizinho cumpre o seu compromisso vocal todas as noites, há mais de cinco anos.
Eles dizem que a chance de você ser quatro porcento da população é quase nula. Nula como os próprios quatro porcento.
As vezes, bom, as vezes você tem que pensar na possibilidade de estar na estatística reversa.
As vezes, você pode ser a primeira pessoa depois do noventa e seis.
Esse meu vizinho perdeu seus dois filhos por mortes iguais há seis anos, é o que dizem.
Dizem também que a possibilidade de pessoas da mesma família morrerem da mesma forma, de uma causa que não seja hereditária, é quase impossível.
É nula, eles dizem. Só dois por cento das famílias podem perder seus entes, digamos, que de traumatismo craniano, atropelados por um caminhão.
Esse meu vizinho, porque falar desse meu vizinho? Ele faz parte de zero vírgula zero zero um por cento da população que faz parte da margem de erro das estatísticas.
Esse meu vizinho é mais corajoso do que eu.
Ele está mais vivo do que o cara do isotônico.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Singularidade

O papel não sabe ouvir.
A certeza não é saudável se você não estiver certo, e a Epifania vira loucura, insanidade se nos limita.
Permita-me ser clichê papel. Permita-me falar o que já está gravado.
Isso não é sobre amor ou ódio, ou alguém com boca e olhos. Isso não é a inspiração de um dia feliz ou triste.
Isso é sobre uma certeza opressora.
Nós somos o que sobramos no final do dia. Nós somos a opressão esmagada de uma ideia que é perfeita antes de ser formulada.
Nós somos a reação que nos sobra. Nós somos exatamente o sentimento que nos resta sentir depois de todas aquelas coisas que se dizem ser nós mesmos.
Pense um pouco, nobre leitor.
Enquanto eu escrevo nesse papel que não sabe ouvir, enquanto eu e você evitamos ser essa primeira pessoa do singular, nós estamos exercendo exatamente o que nós somos.
Nós somos uma evitação. A precaução eterna.
Estamos ambos aqui, recolhendo o nosso pequeno e particular naufrágio diário, evitando evitar a evitação.
Sem querer ser esse final de dia.
Nós não queremos ser um par de olhos cansados. Nós não queremos ser um sorriso amarelo e inconformado.
Isso não é sobre dor ou sobre ódio. Isso não é sobre estar feliz ou triste.
Isso é sobre aquilo que o papel não entende. Sobre o que o meu papel não entende. Sobre o que o seu papel não entende.
Isso é sobre o trigo que não queria ser ceifado e virar pão.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Esquecer


Câmbio.
Ele para na frente do reflexo do espelho, abre a boca em um sorriso de careta e se pergunta porque precisa de dentes bonitos.
O nome dele não é importante, você só precisa saber que ele nunca entendeu porque precisava ser feliz.
O sorriso é o Cartão Postal de uma pessoa, eles dizem.
Ele não sabe porque precisa de um cartão postal.
Ele abre a torneira e deixa a água escorrer sem querer entender o porque.
Ele nunca entendeu porque não conseguia.
Porque ele precisa de uma pele lisinha, ele pergunta.
Porque ele precisa de um corte de cabelo novo, ele pergunta.
Ele fecha a torneira.
Porque ele precisa comprar roupas, ele pergunta.
Você só precisa jogar suas mãos pro céus, agradecer e saber que ele não é você.
Porque diabos tem tantos espelhos nessa casa, ele pergunta.
Ele mora ali a vida toda e só consegue lembrar da agonia que sente quando as gotas gigantes de chuva começam a escorrer pela calha fazendo aquele barulho que te faz querer morrer.
Porque aquela calha existe desse jeito na chuva? Ele odeia chuva. 
Ele poderia estar só pensando sobre motivos pra ser bonito, mas ele não consegue.
Porque enquanto ele tem que se livrar das acnes, as fórmulas matemáticas que ele aprendeu na oitava série vão tentando roubar espaço.
No intervalo de tempo em que ele precisa entender qual roupa vai usar, o dia em que ele caiu de bicicleta vem valsando em cima do seu closet novinho em folha que ele teria se não fosse aquela coisa.
Aquela coisa, sabe. Aquela coisa que não permite que ele faça nada sem um fantasma do lado.
Hipertimesia, ele repete.
Ele ouviu essa palavra 16 anos atrás, de um médico velho de avental sujo de mostarda, que disse pra sua mãe algo sobre uma doença que não te deixa esquecer nunca das coisas.
Algo como memória fotográfica.  Algo como nunca poder esquecer sentimentos e sensações.  Algo como nunca poder esquecer a dor e a angústia.
Palavras flutuantes te deixando louco.
Um grande chute do muleque da quarta série, flutuando.
Aquela vez em que tirou uma nota baixa, flutuando.
Aquela menina com rosto bonito de flor, flutuando.
"Você é feio e eu não gosto de você", saindo daquela boca de flor, flutuando.
"Que dentes estranhos", a boca de flor floreando, flutuando.
Aquela vez que chorou tão baixo, que nem ele mesmo podia ouvir, flutuando.
Seu coração despedaçado em chamas, flutuando.
Ele senta e quase deita.
Tudo flutua e brilha naquele canto triste.
Menos uma solução que deixem as coisas melhores.
Menos ele, com lembranças-gatilho.
Menos ele entendendo que as flores são bonitas em qualquer lugar do mundo.
Menos ele vivendo eternamente no barco do medo.
Vivendo tudo de novo. E de novo. E de novo.
A vida é basicamente sobre esquecer. Nada pode ser pior do que não poder esquecer.
Começou a chover.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Endorfinado

Repare bem no que não digo.
É como o som do silêncio, só que mais forte.
Uma sonante entre notas musicais marasmas.
As vezes não vale a pena ouvir de novo.
Mania de dar rasteira no destino.
As velhas convenções sempre estiveram certas. Nosso infinito particular, no final, é tudo aquilo que pensamos que ele não pode ser.
O nosso esforço acumula mais esforço.
E tudo é uma escala de dois gráficos reversos.
É precário.
É como querer subir prédios de escada.
O emocionante de subir mil degraus não é o suor empapando a sua blusa.
O emocionante é chegar.
É tudo rarefeito e é tórrido ver alguém indo embora com um pedaço seu.
Correndo e subindo.
O nome disso é frio.
Levante-se. Ande.
O nome disso é dor.
Acostume-se.
Rabiscaram naquele muro "Seu amor é uma mentira, minha dor é que é de verdade".
Eles esqueceram.
Quem se lembra dos navios que não afundam?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Terminal

O fato é que nós somos uma história que gostamos de contar. Se é real ou não, não interessa, nós só não queremos lidar com isso tudo de ter que escrever.
Parados em um ponto de ônibus, cheio de todas as doenças do mundo.
Nossa paisagem morfinada da Pauliceia.
Porque quando você precisa andar, se lembra de que é paralítico.
Quando você precisa aprender, descobre que tem dislexia.
Quando te pedem pra viver, tumor maligno em estado terminal, com certeza é o seu problema.
Ninguém tem o monopólio da miséria, vamos entender.
O seu conto não é bonito, nem ao menos triste, ele só é chato.
Antes de ter, você precisa aprender a viver sem. 
Antes de sonhar, você precisa aprender a sofrer. E esse é o nosso circo limitado.
Esse é o irado da vida, porque, primeiro vem a verdade, depois a compaixão.
Faz sentido isso? Ou eu já posso pegar meu diagnóstico de Déficit de Atenção?
Nós podemos decidir por nós mesmos o infortúnio disso tudo.
Um assunto que começa no outro que precede outro que mexe com um outro, e você não sabe mais o porquê de estar ali parado mexendo em assuntos que procedem do começo deles mesmos.
Mas, a palavra chave da vida é essa que você esqueceu por causa do Alzheimer.
O quanto vão dizer, e o motivo pelo qual vão dizer, essa soma de coisas piegas.
O quanto atravessado você é, só determina mais uma história chata pra ter que ouvir.
Porque nós somos essa história insuportável que gostamos de contar. Sem fim, como o Universo.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Tarde demais

Não se vence guerra com gentileza. Se vence com coragem.
Não se vence tristeza com alegria. Se vence com talento.
Não se vence escuro com vontades. Não se vence o escuro. Nem as vontades.
Use o tempo, a discórdia ou sua falta de senso, mas compreenda que não se ganha essa triste guerra com talento, coragem nem muito menos gentileza. Arrogância, talvez.
Se você ficar olhando para o abismo, o abismo acaba olhando pra dentro de você.
E, Cuidado.
Quanto mais o tempo passa, menos você significa para as pessoas e menos elas significam pra você.
A rotina é bem mais perigosa quando chega no topo, compreenda também.
E solidão, não tem a ver com a presença ou a ausência das pessoas. Tem a ver com ordem e clareza, já que o ser humano não quer acompanhar, ele só quer ser acompanhado. Peças díspares de um Quebra-Cabeça. Não encaixa.
Já pensou nisso? Você vive uma vida hoje que gostaria de viver por toda a eternidade?
Se sua resposta é não... é uma pena.
Existe algo que te mantém vivo pra ir te matando aos poucos. Te judiando bem lentamente.
No fim não há quem não decepcione você. Tem sempre alguém pra estragar o dia, senão a própria Vida.
Mas aí já é tarde. Você já escreveu o seu "pra sempre".

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Simpósio

Digam o que quiserem. O quanto quiserem. No final, todos sabem que o certo não funciona.
As palavras mágicas não conquistam mais.
Quanto mais feio for, melhor funciona.
A despeito da perfeição que todos odeiam.
Qualquer pessoa que se baseia em uma questão muito sublime, só pode estar escondendo muita coisa,daí vem o fato.
As pessoas podem até não notar avidamente, mas esse é um ponto inerente do ser humano.
Ser Chato e Polido funciona.
Tudo que é intitulado Bom, depende da aprovação mental dos outros e acaba sendo reprovado mais tarde.
Aquilo que é borrado, errado, estranho e até mesmo sem sentido, permanece por um tempo indeterminado de sempre.
Por que tudo muda, tudo passa, menos os defeitos, e o que todo mundo quer é algo durável independente do quão ruim essa coisa seja.
Essas dores antigas trazem boas sensações. Estabilidade.
Rodar e rodar e rodar procurando algo bom é uma jornada rumo ao vazio.
Porque a equação mais simples é a mais correta.
Achar é só achar. Achar é estado permanente. Evidências não são reais. Não tem relevância tática.
Confie na certeza, independente do quão inalteradamente ruim ela seja.
Uma lição que eu aprendi sozinha quando era criança, foi a de dar um Belo, Perspicaz e misto Peculiar nó nas minhas frustrações.
Transformei corda de forca em gravata.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Metade

Não. Você não sabe qual a sensação de não perder nada do controle, eu sei.
A única coisa que você sabe, é aquilo que você acredita ser o tudo que se precisa saber.
E tudo o que você precisa saber é tudo que eu permito que você saiba. Numa vida bem planejada de metades coerentes, com algumas partes faltando pra ser mais convincente.
E o que se encobre na verdade, é só a verdade pra parecer que foi mentira. O truque mais milenar das sociedades antigas.
Diga que a verdade é a verdade que todos acreditarão que é mentira, mesmo sendo verdade. Faço esse teste.
Porque o mundo não consegue acreditar em algo sem trapaça.
Nada pode ser tão cru. Tudo precisa de uma dúvida. E precisa mesmo, só que as vezes não existe uma na qual você possa apoiar a normalidade.
E a coisa agora é tão insana, que você precisa usar trapaça pra não trapacear.
E a coisa agora é tão estúpida e rasa, que você não precisa de nada pra ser trapaceado.
O mundo é tão doentemente errado que o maior sacrifício da sua vida, a partir do momento que você pisa nele como gente grande, vai ser uma procura desastrosa por um olhar que não existe.
Um olhar repleto, sem jogo.
A partir desse ponto, nós não nascemos para nos contentar com uma resposta final, simplesmente porque não é possível.
Não existe opinião que não mude e criacionismo que não se altere.
Hoje você é uma pessoa boa, gentil cheia de amigos e saudável. Amanhã você é uma pessoa malvada, sociopata e com um linfoma. Um meio a meio.
Coisas pela metade. Ouvir uma musica pela metade. Ler um livro pela metade.
Tudo pela metade que se permite saber. Tudo no limite do remorso.
E tudo isso, é só a metade do que todo mundo é capaz de entender.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Plano B

Você deve respeitar sua falta de ar, por que independente da sua existência de cabeça pra baixo você continua sendo... Você.
A Segunda hipótese.
Retribua o sorriso amarelo e sem dentes do acaso, por que esse é o nosso máximo.
Tenha um lapso de consciência naqueles vinte segundos de coragem insana que te fazem dizer coisas de verdade, que são coisas tão simplesmente complexas e casualmente destruidoras que desfragmentam em mil sua Ironia e o seu excesso de Eu sou.
Dica pessoal? Tenha medo das madrugadas.
Ficar aí parado no meio da água do Sarcasmo olhando pra trás é só uma maneira, só mais uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto.
Mate sua Crise Existencial.
Paixão excessiva pelo passado é a coisa mais imbecil que você pode ter. Ontem, é o hoje de amanhã, e isso já não pode ficar mais ridículo, que dá até câncer.
Respeite suas próprias regras de decência, arranje algo útil, aprenda a ver as horas em um relógio de ponteiro e vá embora. Sem olhar pra trás.
A necessidade básica da Vida, é ser Completo. Ser Completo, é a maior gargalhada que você pode dar na sua existência.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Para Constar

Você não está certo, e as pessoas se decepcionam quando eu digo a verdade, que nenhum de nós se sente realmente oprimido.
Você nunca está certo, e precisa entender que quem você ama e quem ama você nunca serão a mesma pessoa.
Você está completamente equivocado, e deveríamos casar ambos com a incapacidade. Ela é enorme e sempre aceita.
Você não estará mais completamente equivocado, e por sorte, o céu escureceu, a oportunista da lua desceu e esse será um dia horrível pra sempre.
Rodando e rodando no infinito do terror.
O Sol abraça a Lua, olha bem dentro dos seus olhos e pensa: Sua fingida, pare de roubar meu calor.
Você jamais será verídico, e a sua aparência é algo diluído, algo desaparecendo e finalmente algo apagado.
Você esteve errado. Você não tem de controlar tudo. Você não pode controlar tudo.
Mas você pode estar preparado pra tragédia.
Tudo parece lindo, mas nada funciona, portanto...
Você está certo, e a questão é que cada dia mais, ninguém se importa.
Ninguém deita a cabeça no travesseiro e se pergunta se o trigo que foi ceifado ficou feliz em virar pão.
Você, leitor(a), não está certo. Não mesmo. E a história que você leu, é o relato de tudo que deu errado.
Pra mim, pra você e pra mais de outras milhões de pessoas.
Chame do que quiser. A verdade não reluz.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Uma histórinha sem sentido pra você não dormir

Arrastando os pés naquela rua pedregulhenta, pensava enquanto carregava aquele corpo pesado por sobre os ombros.
Que bela amizade. Que belo ócio de amor.
Nas entrelinhas do ofegar, parava e olhava o rosto branco e macilento, de olhos fundos e especiais.
Claro que ele não estava morto, é possível morrer na mente dos outros?
Acho que não, eu estou bem aqui, meu caro.
Ao percorrer um grande espaço forçado carregando essa pessoa de cabelos pretos cacheados, molhados de chuva, da qual, você não possui a mínima ideia, assimila-se bem o endereço.
De um lado, que maravilha, meus livros, minhas ideias, minhas fórmulas.
Do outro, minhas músicas e toda minha linha tênue, da qual, se discorda por ofício. Tem algo grande e vermelho faltando ali. Sabe? aquilo com veias de sangue e tal.
Mas, quem diria.
Carregando gente bêbada da cachaça da vida no meu próprio cérebro.
O seu refúgio é trancado nas folhas loucas da minha cabeça.
Só que você não sabe disso ainda.
Você dá a solução pra solução da solução de um problema que você nem lembra mais.