terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O Bosque das Ilusões Perdidas

Pessoas intrigadas, sempre pensam que poderia haver um pouco mais de amor pra elas. Inconscientemente e maquinalmente, este é um assunto totalmente piegas, mas legítimo de ser descutido. Infelizmente isso é uma questão de opinião. Opiniões dos sempre amados. As ideias tidas, são meticulosamente descartadas. Por sí próprio talvez.
Tenha certeza de que esse é um Bosque de Ilusões perdidas. Tanto que olhando para moradores de sanatórios, vemos pessoas com mentes fastias e bagunçadas, sendo elas aficcionadas por organização.
Felizmente, ou infelizmente essa é uma das improbabilidades infinitas. A volta da subconsciência. Todos com uma mente brilhante. Um belo jardim bagunçado com as mais variadas combinações de flores. Mude algo tendo os pré-conceitos riscados. Dica variada de sábios. Talvez haja um pouco mais de amor pra eles ou pra nós.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

nebuloso

Livros no chão, um tênis rasgado e um gato estranho que nada se importa em relação a vida. Fotos antigas,informações de auto-ajuda e um gosto estranho na boca. Num calculo mental vejo que faltam 3 ou 4 dias pra nova repetição gastativa. " Pensar não igual a pensar, pois pensar é diferente de pensar" dizia o mestre filosófico.
Como uma pessoa estagnada, em mente, encontro-me em um lugar úmido e com cheiro de terra. É claro, mais não existe sol. Cheiro de gelado. Deve ser as árvores. Sem horizonte que se distingua de verde escuro. Ta aí minha minha definição de confusão.
 Logo mais um lago com águas escuras, com reflexo fúnebre de pinheiros negros. Odeio neblina. Enquanto o mundo perde a forma, você possívelmente se permite o luxo de pensar. Questionávelmente é assim que funciona o misterioso patamar de deliberações da vida.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dentro de um ônibus e as luzes piscando nas casas. Uma ardência nos olhos e uma sensação de que algo estranho está prestes a acontecer.Não é apenas uma sensação. Coisas estranhas acontecem todos os minutos das horas do dia. Uma pessoa morre a cada cinco secundos, uma criança é molestada a cada quinze minutos, uma mulher apanha a cada vinte minutos, um carro colide em um poste a cada meia hora, um bebê nasce todos os dias. A vida é um declínio de tragédias e milagres. Nada disso é por acaso. Aceitamos a distância dos fatos com normalidade. Ligamos a cafeteira. Desligamos o computador. Escutamos péssima música. Lemos histórias entediantes. Pensamos em pessoas erradas. Anulamos pessoas certas. Tudo isso naquele ciclo-vicioso.
Perdemos o espetáculo da vida enfornados dentro de casa, ou então, de um ônibus. Somos indisciplinados e jogamos dinheiro fora. Não existe verdade longe da mentira. 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

insano

Seria bom se nós pudéssemos escolher em que estado permanecer. Afinal, ninguém gosta de ser tachado como louco e desequilibrado, a não ser que permanecer em estado de anomalia seja algo bom. Sem ter certeza das própias tristezas que existem incógnitas dentro de um suporte na mente, andando na espreita de maneira á não desejar encontrar nada nem ninguém que possa saber de algo indecoroso de sua vida. Como se todas as pessoas soubessem daqueles seus segredos. Segredos de Insano. Aquela vontade de permanecer fora dos flashes, sem preocupações e sem dar satisfações da sua vida a nada e á ninguém, afinal, os grandes com sanidade apurada não entenderiam essas loucuras tão mórbidas,e para nós, os loucos, até mesmo metódica.
Pra você que não sabe, a loucura de que eu falo não leva ninguém a cometer atrocidades. A loucura de que eu falo, leva ao ódio própio, ou até mesmo a auto-compaixão exagerada. Voltamos ao ponto do 8 e 80. Enquanto as pessoas não morrem,elas continuam vivendo nos extremos.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pobre Cosmos

Hoje a vida de todos se acha no caos. Catódica verdade, a que diz que a partir do dia 5 de dezembro, a sua vida passa de céu a inferno. No meu caso, limbo a inferno, ou até mesmo, purgatório a inferno.
Dizem que é a época em que as pessoas ficam descoordenadas, atrasadas, tristes.
Elas surtam, e cometem a descortesia de levar a vida dos outros junto.
Segundo pesquisas, o problema de 2011 é o Cosmos . Na verdade, é um motivo, pras pessoas enlouquecerem e terem em que colocar a culpa dos seus própios problemas. Pobre Cosmos! É a época em que as pessoas planejam, escrevem, consomem, lêem, discutem e outros afins. Pra que ? Pra ano que vem fazerem a mesma coisa, e jogarem a culpa no trânsito, no aquecimento global, e na sociedade que não os deixa respirar, sem questionar.

sábado, 4 de dezembro de 2010

improbabilidades infinitas

Você espera por algo, que tem uma improbabilidade infinita. Você dorme, acorda, circula por algum lugar da sua casa. Você anda por uma rua, compra um jornal, veste uma roupa estranha. Você lê, toma café, desliga a cafeteira, olha as luzes de natal nas casas.Acha interessante o efeito embaçado que as luzes azuis causam na retina. Sempre nessa constância, esperando o dia em que a improbabilidade infinita talvez aconteça. Da forma mais repentina. Sem aviso prévio. E a proliferação de ideias e pensamentos vão borbulhando no cortex. Você se perde naquela leitura, você tira aquela roupa estranha e coloca uma mais estranha ainda, liga a cafeteira, desvia o olhar das luzes das casas. Você liga a televisão, não tem nada, só uma Guerrinha com uns fuzís e armas, tropas de policias e traficantes num lugar um tanto quanto longe, óbviamente, sendo paulistano frio, isso não te interessa. Você liga o celular, e manda uma mensagem. Lê com dificuldade os e-mails, sua visão está embaçada pela luz catódica emitida pelo visor do computador. Seriamente, você se torna doente, pela maldita da improbabilidade infinita que não acontece. E você só para de esperar quando morre. E nem pode sentir vergonha pelo seu estado, porque afinal, você finalmente empacou na área que o único mal irremediável te concede. Morre sem saber se é possível o revertério das improbabilidades infinitas.

sábado, 27 de novembro de 2010

Seria mais fácil se eu postasse mentiras.A mentira sempre é mais fácil.Imagine como seria mais fácil ler coisas com algum tipo de coesão e metodismo, por exemplo um livro de romance procrastinador, onde independente das situações embaraçosas, do sobrenatural, dos vilões, armas, dentes e todo tipo de material ou força usado contra alguém, no final todos são felizes e se tornam do bem.Por isso que a verdade é algo complexo.Escrever coisas que realmente acontecem não é honroso nem nobre.Nota como é difícil ler coisas verdadeiras por aí, é quase uma missão impossível. Ao acordar há mentira  no " bom dia", ao levantar-se e se dirigir à algum lugar onde se é questionado em que pés anda a vida, há mentira quando a resposta é:Bem , (e depois sucede a falsidade,que nada mais é do que a mentira), E voce?.Fazermos uma corrente onde não é falta de educação, e é possível falar a verdade." Não não, não está nada bem . . e eu realmente não quero saber como anda isso que você chama de vida"Aí sim.Seriamos considerados pessoas totalmente verdadeiras, Mal educadas, Inutilizando da educação.Pena é a gente ser civilizado. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Com ideias atravessadas nós seguimos, com medo das situações andamos imprecisos em ruas desconhecidas.Sem qualquer tipo de motivação, se é que motivação é algo existente, somos levados a lugares onde temos que mentir e sermos tudo aquilo que não somos. Olhar alguém que já é agravurado como especial e afetuoso de uma forma diferente.Pensar em possíbilidades inexistentes.Odiar situações controvérsias.Não acreditar nem um pouco na intervenção divina.Errado? Não sei.O que é certo, e o que é errado.O que ultrapassa o nível do conveniente e massante?Muita informação pra pouca memória.Odiar sem ser odiado. Ter uma alto-compaixão incrívelmente absurda.Fazer uma faculdade de filosofia.Esquecer projetos. Errado? Não Sei. Gastar 2,50 em um jornal, pagar 7,99 em uma caixa de bomboms. Errado? Não Sei. Ser incoerente nas coisas do dia-a-dia, Ser incoerente ao torcer por algo ou por alguém. Errado? É claro que eu não sei.

sábado, 13 de novembro de 2010

Vista Cançada - Otto Lara Resende

Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa idéia de olhar pela última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como acabou.

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.

Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.

Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

80's

O amor é uma doença, o existir é uma doença, o resistir é uma doença.Não faço a mínima ideia de sobre o que eu estou escrevendo, já aviso.No dia 7 de Julho de 2007 me tornei doente, me tornei doente segundo platão.A doença de platão.Esse será o nome que irá substituir aquela segunda palavra acima.Na doença de platão só existem dois extremos, não existem meios termos.Ou você se torna um babaca, sonhador, bem resolvido e realizado ou você se torna um incoerente, nervoso, chato, mal resolvido e não realizado.Claro que a minha estranhesa me levou a pender pro extremo 80, ou como quiserem chamá-lo,a face negativa da doença.A maioria das pessoas "80", são pessoas muito fortes, muito dispostas, muito cheia de sonhos.E com o passar do tempo, essas características não são mais pertencentes a essa pessoa, a mente dessa pessoa porque não são mais de tanto valor, e nem mais tão dignas de atenção e reflexão.A prioridade se tornou um ser totalmente alheio e distante da vida do que sente, o jeito de falar, o jeito de andar, o jeito de escrever, o jeito de fechar os olhos, o jeito de sorrir, o jeito de chorar, o jeito de respirar, tudo isso agora passou a ser a maior e única prioridade na vida do 80, os 80's não são normais, os 80's gostam do masoquismo, gostam da sofreguidão, os 80's gostam de ser tachados como fortes por não demostrarem dor nem lamento pelo ser prioritário.Se você está confuso meu caro, você deve ser um 8, os 8's são mais felizes, os 8's nesse mundinho incabível são extremamente melhores do que os 80's.Mais confuso ainda?. Me desculpe, eu não me contenho.Isso me torna mais 80.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010


Eu sou uma pessoa que tem dó.
Todos os dias, naquela rotina maquinável, quando depois do café eu ando naquela rua já muito conhecida pela memória, me encontro com um pobre coitado, sujo que exala um mal cheiro terrível. Sempre naquela mesma calçada , quieto, descuidado, pobre e só, acompanhado por um cachorro, que as vezes não aguenta aquele odor e sai pra tirar o cheiro de suas narinas caninas.É desumano (sempre será essa a nossa primeira ideia, quando relativo a um caso como esse), mais da mesma forma que nasce esse sentimento chamado dó, relativo á aquele homem, me nasce pela maioria das pessoas, mesmo que elas sejam limpas, cheirosas e tenham muitos recursos materias. Tenho dó dos que amam platônicamente, dó dos que rejeitam o amor doente, dó dos homens que foram traídos, dó das mulheres que traíram, dó das crianças sem sonhos, dó das que sonham mais nunca poderão realizar a façanha , dó . . . simplismente dó , simplesmente tristeza, simplesmente um espírito bondoso que paira sobre a cabeça das pessoas.

força da rotina

Eu tenho uma rotina.
tenho caminhos conhecidos trilhados maquinalmente pela minha mente já habituada.
Hoje em dia é difícil alguém que não tenha uma rotina, não tenha hábitos, e que de alguma forma perca o controle da situação. O meu dia é estranho, (nosso dia é o que nós somos).Meu dia é lento, entendiante e perplexo, e as vezes eu me pergunto o motivo pelo qual as pessoas como eu temem sair de suas rotinas, temem perder os dias metódicos. acordar,tomar uma xícara de café,escutar seminários, andar na mesma rua á muito decorada pelo cortex mental,mais cafeína,fuçar em vida alheia, escrever em um blog, passar a noite em claro, e tudo no ciclo vicioso do dia-a-dia.
Temos total repulsa do impacto, dos estragos da força do tal.Somos viciados em controle, em estar acima, em estar bem sempre, em acertar sempre, em errar nunca. Sozinhos, no fim do máquinal dia, somos os mesmos insanos, doentes, viciados, perplexos, nervosos. É só o achar , que põe uma falsa ideia de que estamos bem, rotineiramente bem.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

medo

as vezes me pergunto o significado da palavra medo, mais tenho medo de saber qual é.Tenho medo, do medo porque ele é o maior procrastinador de sonhos que eu já conheci. E eu já o conheci, bem de perto. Ele nos faz pessoas fracas, imorais, inconvenientes, nervosas, viciadas. Considero as pessoas o fruto do medo, um fruto cheio de sementes e como toda semente que quando encharcada nasce, ele é regado pela ilusão e adubado pela desistência.Tudo isso num ciclo vicioso. O medo nos trava, nos domína como nem um outro, e nos faz cair a ponto de nos machucarmos e não conseguirmos mais nos levantar, pelo menos , não sem sequelas. O medo é como uma peste que se propaga em um ambiente fechado. O medo nos impede de dormir, andar , socializar , viver. Nos torna zumbis . . . aliéns , anormais incoerentes obstinados, e assim exponencialmente. Estamos todos ferrados !