segunda-feira, 7 de março de 2011

Todas as pessoas que andam por aí, são relativamente perigosas, ou perigosamente frágeis pra estarem soltas perambulando por um objetivo maior, que pode ser este existir. Talvez um momento de azar trace a veia trágica em cada uma das cabeças que andam pelas ruas abobadas de tragicidade.
O céu nublado desperta o interesse das pessoas plásticas. Ele torna as coisas mais densas e cinzas, como mesmo se denuncía ser.
Pode ser que você ande com medo por aí, e com uma visão pragmática das coisas.
Todos são muito parecidos, e talvez não seja necessário ter medo da última conclusão que vai ser dada a seu respeito. As pessoas estão mais interessadas em permanecerem inertes, bolando planos pra serem invisíveis, andando visívelmente como um desenho feito com lápis 3d. Existir por existir. Mal note, você reclama de sí mesmo.
As pessoas tentam permanecer invisíveis pra alcançar a visibilidade. Ser transparente até a hora que resolverem te pintar de uma cor nova que acabou de ser descoberta.
E tudo não passa de um esforço mútuo e desnecessário.
No final são poucas que completam sua tarefa com maestria: A de se tornarem alguma coisa além do que já se espera, e darem um banho de inexperiência e surpresa nos outros.

sexta-feira, 4 de março de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

ok

Pode ser que eu tenha colocado fones de ouvido, e tenha esquecido o resto do mundo.
Talvez eu tenha ofendido com as palavras que eu disse.
Eu posso estar no meio de uma rua como um desenho inanimado, parada no meio da rua.
Entre um breu e outro. Ofuscando a luz verde das televisões das casas. Com livros nas mãos. Com uma guinada penso que posso ter esquecido as telas ligadas. Isso não importa. Tentando colocar um pé na frente do outro e tropeçando ao mesmo tempo.
Imaginando quantos suicídios não estariam acontecendo. Imaginando quantas pessoas não estariam nascendo.
Fazendo cálculos mentais. Tirando conclusões absurdas.
Não importa o quanto certo você seja em vida, se a última coisa que você fizer for errada, é disso que eles vão lembrar.
E vejo todos como desenhos inanimados parados nas ruas de suas façanhas.