quinta-feira, 17 de novembro de 2011

situações doentes.

A vida é tão irônica, que até um esôfago inflamado você ganha pensando nela.
O que você considera chato, o resto do mundo considera viver.
Experiência de Vida. Eles dizem.
Porque afinal, você precisa contar pros seus filhos, o quanto hipócrita você foi capaz de ser, quando era mais ativo.
Muito Brutal?
Viu.
Tudo que é dito mais diretamente, fica mais feio.
A verdade, assim como o amor, é um daqueles esteriótipos belos, com interior desagradável.
O que te deixa numa situação complicada.
É muito interessante comparar Amor e Verdade, com doenças.
Quando se nota a semelhança, é como descobrir uma cor nova. Descobrir um novo sabor.
As coisas passam a ter mais sentido, mesmo você não tendo muita escolha.
Sem caminhos por onde se podem correr.
A Verdade, se fosse uma doença, poderia ser um Edema Pulmonar.
Causa insuficiência respiratória. Certa dor.
E o Amor, é claro, nada mais justo do que parecer um Câncer.
Vai crescendo, e se não for retirado inicialmente, faz com que nenhuma quimioterapia resulte em algo que não seja, a Morte.
Difícil? Não. Só real e palpável.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pague, Leve.

Eu espero numa fila.
Eu espero, como se estivesse aguardando a morte.
As pessoas e as luzes, são coisas que vem e vão.
Eu olho as horas, e me pergunto, até quando as pessoas vão adornar os momentos com facetas.
Vejo um senhor de xadrez, na parte preferencial. Uma mulher grávida.
Um homem um tanto quanto cansado da vida. Uma criança briguenta.
Posteriormente, tudo nos leva a um único lugar de degradação.
Pague, Leve.
Nós somos todos consumidores.
Duma mesma porcaria digital.
Consumidores de Prestígio.
Você vive que nem bobo, pra depois morrer como besta.
Afinal, o inimigo do bom, é o melhor.