sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Fim

Os dias estão com cara de Fim de Mundo.
Cada semana mais apocalíptica do que a outra.
E quando você levanta, é como se ainda não estivesse acordado.
É como beirar a ponta do inevitável.
É como perder tempo, pensando se isso tudo não é perda de tempo.
E enquanto isso, as pessoas continuam vivendo o seu Gênesis metafórico, sem muita preocupação e nem dúvida sobre o fato de que as coisas inevitáveis não são possíveis de se evitar, e que toda essa mistura de cor que banha as ruas e os lugares não passam de uma ilusão estúpida de ótica.
Não existem pessoas culpadas.
Pelo simples fato de que a humanidade deixou de ser humana a um bom tempo.
Existem situações irônicas culpadas.
Porque elas continuam as mesmas.
Eu que sempre aceitei ficar sem o que termina, e começa no fim.

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