Arrastando os pés naquela rua pedregulhenta, pensava enquanto carregava aquele corpo pesado por sobre os ombros.
Que bela amizade. Que belo ócio de amor.
Nas entrelinhas do ofegar, parava e olhava o rosto branco e macilento, de olhos fundos e especiais.
Claro que ele não estava morto, é possível morrer na mente dos outros?
Acho que não, eu estou bem aqui, meu caro.
Ao percorrer um grande espaço forçado carregando essa pessoa de cabelos pretos cacheados, molhados de chuva, da qual, você não possui a mínima ideia, assimila-se bem o endereço.
De um lado, que maravilha, meus livros, minhas ideias, minhas fórmulas.
Do outro, minhas músicas e toda minha linha tênue, da qual, se discorda por ofício. Tem algo grande e vermelho faltando ali. Sabe? aquilo com veias de sangue e tal.
Mas, quem diria.
Carregando gente bêbada da cachaça da vida no meu próprio cérebro.
O seu refúgio é trancado nas folhas loucas da minha cabeça.
Só que você não sabe disso ainda.
Você dá a solução pra solução da solução de um problema que você nem lembra mais.
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